Eclesiástico 50
Simão, filho de Onias, sumo sacerdote, em sua vida restaurou a Casa e em seus dias fortificou o templo.
O capítulo encerra o "Elogio dos Pais" (44-50), galeria de heróis de Israel que vai de Henoc, Noé e os patriarcas aos profetas e a Neemias. O clímax recai sobre um sacerdote quase contemporâneo do autor, não sobre um rei ou profeta antigo, o que revela o forte viés pró-sacerdotal e pró-Templo de Ben Sira.A maioria dos estudiosos identifica este Simão, filho de Onias, com o sumo sacerdote Simão II (cerca de 219-196 a.C.), filho de Onias II. Como Ben Sira parece tê-lo conhecido vivo e descreve seus feitos como recordação recente, isso ancora a composição do livro por volta de 196-175 a.C., antes da revolta dos Macabeus e de Antíoco IV Epífanes (que não são mencionados). Há um debate sobre se este Simão é o "Simão, o Justo" do Talmude e de Josefo: Josefo dá esse título a Simão I, mas vários historiadores suspeitam que ele tenha confundido os dois Simões.