Baruc 4
Exortação.
Coragem, povo meu, memorial de Israel!
Aqui começa uma seção nova e de gênero distinto: um poema de consolação a Jerusalém (4:5-5:9), em que a cidade é personificada como mãe que perdeu os filhos para o exílio. O tom, o vocabulário e as imagens (Sião que clama, os filhos que voltam do oriente e do ocidente) aproximam-no muito do chamado Dêutero-Isaías (Isaías 40-66), a ponto de a crítica geralmente considerar esta parte dependente daqueles oráculos de consolo. Por isso Baruc é amplamente tido como obra compósita: a oração penitencial em prosa (1:1-3:8), o poema sobre a Sabedoria-Lei (3:9-4:4) e este poema de consolação têm estilos e provavelmente origens diferentes, reunidos sob a autoria atribuída a Baruque, escriba de Jeremias.