Salmos 131
אִם־לֹא שִׁוִּיתִי וְדוֹמַמְתִּי נַפְשִׁי כְּגָמֻל עֲלֵי אִמּוֹ כַּגָּמֻל עָלַי נַפְשִׁי ׃
A imagem da "criança desmamada" (em hebraico, gamul, a criança já desmamada, não o bebê de peito) é incomum e tem gerado debate. A leitura mais difundida é a do sossego: assim como a criança desmamada já não chora ansiosa pelo leite materno e repousa tranquila junto à mãe, a alma do orante repousa contente em Deus, sem reclamar o que lhe falta. No mundo antigo o desmame ocorria por volta dos dois ou três anos e marcava uma transição para a autonomia, o que reforça a imagem de uma confiança madura, não infantilizada. A metáfora materna para a relação com Deus é rara no Saltério, o que torna o verso notável dentro da coletânea.