Malaquias 3
וְעַתָּה אֲלֵיכֶם הַמִּצְוָה הַזֹּאת הַכֹּהֲנִים ׃
Abre a quinta disputa-resposta do livro. O termo hebraico para 'meu mensageiro' é 'mal'aki', exatamente o mesmo que dá título ao livro (1:1); a coincidência alimenta o debate de se 'Malaquias' é um nome próprio ou apenas o apelativo 'meu mensageiro', tirado deste versículo. A Septuaginta grega traduz o título de 1:1 como 'pela mão do seu mensageiro', tratando-o como anônimo.O versículo distingue (ou aproxima) três figuras: 'o meu mensageiro' que prepara o caminho, 'o Senhor' que vem ao templo, e 'o mensageiro da aliança'. As leituras variam: parte da tradição cristã identifica o primeiro mensageiro com João Batista e o 'Senhor/mensageiro da aliança' com Cristo; outros leitores entendem o 'mensageiro da aliança' como o mesmo arauto, ou como um anjo. Que figura era originalmente visada permanece em discussão.O Novo Testamento aplica este texto a João Batista, mas a citação é composta: Marcos 1:2 introduz 'Eis que eu envio o meu mensageiro' como sendo de Isaías, embora a frase venha de Malaquias 3:1 combinada com Êxodo 23:20 e Isaías 40:3. Estudiosos veem aí uma citação conflada, técnica comum no judaísmo antigo, em que se atribui o conjunto ao profeta mais conhecido (Isaías).