Juízes 7
וַיַּשְׁכֵּם יְרֻבַּעַל הוּא גִדְעוֹן וְכָל־הָעָם אֲשֶׁר אִתּוֹ וַיַּחֲנוּ עַל־עֵין חֲרֹד וּמַחֲנֵה מִדְיָן הָיָה־לוֹ מִצָּפוֹן מִגִּבְעַת הַמּוֹרֶה בָּעֵמֶק ׃
O verso abre com o duplo nome 'Jerubaal (que é Gideão)'. Jerubaal contém o elemento 'baal', o nome do deus cananeu da tempestade e da fertilidade, e o capítulo anterior (Jz 6:32) explica o nome como 'que Baal contenda com ele', porque Gideão derrubou o altar de Baal e a Aserá do pai. A leitura crítica nota o sentido inverso: o elemento teofórico provavelmente significava originalmente 'Baal é grande' ou 'que Baal defenda', um nome perfeitamente comum num Israel cujo culto popular ainda misturava Javé e Baal. A polêmica contra esse deus é o pano de fundo de toda a saga: nos textos de Ugarit (o Ciclo de Baal), Baal é o 'Cavaleiro das Nuvens', 'Senhor da Terra' e 'Príncipe', servido com banquetes de carne gorda e vinho e associado à deusa Aserá (Athirat) e à guerreira Anat. É contra esse panteão da fertilidade que o narrador de Juízes constrói a figura de Gideão.A fonte de Harode e o outeiro de Moré situam a cena na planície de Jezreel, perto do monte Gilboa. A toponímia é coerente com a geografia real do norte de Israel, embora a localização exata da fonte seja debatida.