Isaías 26
יִחְיוּ מֵתֶיךָ נְבֵלָתִי יְקוּמוּן הָקִיצוּ וְרַנְּנוּ שֹׁכְנֵי עָפָר כִּי טַל אוֹרֹת טַלֶּךָ וָאָרֶץ רְפָאִים תַּפִּיל ׃ ס
Este é um dos versos mais debatidos do Antigo Testamento por trazer talvez a referência mais antiga e explícita à ressurreição individual dos mortos na Bíblia hebraica (o outro candidato clássico é Daniel 12:2, do século 2 a.C.). Há crux textual: o Texto Massorético e o Grande Rolo de Isaías de Qumran trazem 'meu cadáver' (singular), o que gera a tradução estranha 'os teus mortos e também o meu cadáver viverão', enquanto outras tradições leem o plural 'cadáveres'. Estudiosos divergem se a imagem é metáfora de restauração nacional (como os 'ossos secos' de Ezequiel 37) ou já uma esperança de ressurreição literal. A presença do tema é um dos argumentos para datar a unidade 24-27 mais tarde, quando a expectativa de ressurreição começa a aparecer no judaísmo. O orvalho como agente vivificador tem paralelos em textos do Antigo Oriente, onde o orvalho era força fecundante ligada à fertilidade e ao reviver da vegetação.