Salmos 137
Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
Quanto ao gênero, o Salmo 137 é um lamento comunitário, mas atípico: começa como recordação dolorida do exílio e termina em imprecação. A maioria dos estudiosos o situa durante ou logo após o cativeiro babilônico, ou seja, após a queda de Jerusalém em 587 a.C. Ele se organiza em três blocos: a cena do exílio e a recusa de cantar (v.1-4), o juramento de não esquecer Jerusalém (v.5-6) e o clamor de vingança contra Edom e Babilônia (v.7-9).Os 'rios da Babilônia' são o Tigre, o Eufrates e a rede de canais de irrigação da Mesopotâmia, onde havia colônias de exilados judeus (a Bíblia menciona, por exemplo, o canal de Quebar em Ezequiel). Assentar-se à beira d'água e chorar evoca tanto o luto quanto, possivelmente, a busca de água para rituais longe do Templo destruído.