Salmos 117
Louvai ao SENHOR todas as nações, louvai-o todos os povos.
É o salmo mais curto do Saltério e o capítulo mais curto da Bíblia (apenas dois versos). Pela forma, é um hino breve: um chamado ao louvor (v.1) seguido do motivo desse louvor (v.2), estrutura típica do gênero. Faz parte do chamado Hallel Egípcio (Salmos 113-118), bloco cantado nas grandes festas judaicas, especialmente na Páscoa.O convite ao louvor não se dirige a Israel, mas a 'todas as nações' e 'todos os povos' (em hebraico goyim e leumim, os gentios). Esse universalismo, raro de forma tão direta no Saltério, foi lido pela tradição cristã como antecipação da abertura aos não judeus. Paulo cita este verso em Romanos 15:11, ao lado de outras passagens, para fundamentar a inclusão dos gentios na comunidade de fé.
Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvai ao Senhor.
O par 'benignidade' (hesed: lealdade, amor pactual) e 'verdade' (emet: fidelidade, firmeza) é uma fórmula recorrente na poesia hebraica para descrever o caráter de Deus, frequentemente traduzida como 'amor leal e fidelidade'. A repetição final 'Louvai ao SENHOR' traduz o hebraico Hallelu-Yah, do qual deriva 'aleluia', e dá nome ao bloco do Hallel onde o salmo se insere.