Provérbios 11
Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.
O verso abre a parte central de Provérbios, os ditos atribuídos a Salomão (10:1-22:16), feitos de sentenças curtas em paralelismo: dois membros em contraste, normalmente justo contra ímpio. A condenação do peso falso tem paralelo direto na sabedoria egípcia: a Instrução de Amenemope adverte 'não remova a balança nem altere os pesos, nem diminua as frações da medida' (cap. 17). A honestidade comercial era tema corrente em todo o Antigo Oriente Próximo; em Provérbios ela ganha enquadramento religioso, sendo a fraude na balança 'abominação' para Deus, não só prejuízo ao próximo. O mesmo provérbio reaparece, quase idêntico, em Pv 20:23.