João 20
E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!
"Senhor meu, e Deus meu!" é a confissão cristológica mais elevada de todo o Novo Testamento: aplica a Jesus os títulos ("Senhor" e "Deus") que a versão grega do Antigo Testamento usava para Yahweh. A maioria dos estudiosos a lê como dirigida a Jesus, reforçada pelo "disse-lhe" do texto, e ela faz par com o prólogo (1:1, "o Verbo era Deus"), formando uma moldura divina em torno do evangelho. Uma leitura minoritária a entende como exclamação de espanto dirigida ao Pai, mas é amplamente rejeitada pela sintaxe.Correntes antitrinitárias (como as Testemunhas de Jeová) contestam a conclusão trinitária do verso, geralmente reinterpretando a confissão ou o sentido de "Deus". A força do texto, porém, é reconhecida até por muitos críticos não confessionais como a afirmação de divindade mais explícita atribuída a Jesus nos evangelhos.