João 15
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
A alegoria da videira abre o segundo bloco do discurso de despedida (caps. 13-17), que em João substitui a longa instrução ética dos sinóticos. A imagem tem fundo veterotestamentário forte: Israel aparece como a vinha ou videira de Deus em Isaías 5:1-7 (a vinha que produz só frutos maus), no Salmo 80:8-16 (a videira trazida do Egito) e em Jeremias 2:21 e Oseias 10:1. Ao dizer 'videira verdadeira', o texto joanino reposiciona a metáfora: Jesus ocupa o lugar que cabia a Israel como vinha de Deus. Muitos estudiosos leem isso como parte da cristologia substitutiva característica do quarto evangelho.