João 10
Eu e o Pai somos um.
'Eu e o Pai somos um' é um dos versos mais debatidos do Novo Testamento. No grego, 'um' está no neutro ('hen', não 'heis'), o que sugere unidade de ação ou propósito mais do que identidade de pessoa. A tradição trinitária posterior, sobretudo a partir do Concílio de Niceia (325), leu o verso como afirmação de unidade de essência entre o Pai e o Filho. Intérpretes que enfatizam a leitura histórica notam que o contexto imediato fala da unidade no agir (ninguém arrebata as ovelhas nem da mão de Jesus nem da do Pai), embora os opositores no verso seguinte entendam a frase como pretensão à divindade.