Ezequiel 48
Dezoito mil canas por medida terá ao redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: o Senhor está ali.
O livro encerra com o novo nome da cidade: em hebraico YHWH-Shammah, 'o Senhor está ali'. O nome inverte e responde à tragédia central de Ezequiel: nos caps. 8-11, a glória de YHWH abandonou o Templo de Jerusalém antes da destruição; em 43, ela retorna ao novo santuário; e aqui a presença divina se torna a própria identidade permanente da cidade. A omissão do nome 'Jerusalém' em favor de 'YHWH-Shammah' é lida por muitos como sinal de que a cidade da visão é um ideal escatológico, não a Jerusalém histórica. Intérpretes futuristas a associam ao Reino milenar; intérpretes simbólicos e cristãos, à Nova Jerusalém de Apocalipse 21-22; a crítica histórica a vê como utopia teológica de um sacerdote exilado, projetando a restauração que o retorno do exílio nunca chegou a cumprir literalmente.